Conversão

Seu site tem visita, mas não vende

O analytics mostra gente entrando. O WhatsApp continua parado. Se você já pensou em refazer o site inteiro por causa disso, espera um pouco: na maioria dos casos que eu abro, o site não é o problema. Ele é só onde o problema fica visível.

Hans Werner · Chief Digital Officer Leitura de 6 minutos

Essa é a segunda frase que eu mais ouço de dono de empresa, logo depois de "vendo mas não sobra". E ela quase sempre vem acompanhada de um número: entram trezentas pessoas por mês no site e não chega pedido nenhum.

Antes de mexer em uma vírgula do site, vale saber uma coisa. Na maioria dos casos que eu abro, o site não é o problema principal. Ele é só o lugar onde o problema fica visível.

São cinco causas, listadas na ordem em que costumam aparecer.

1. Pode não ser visita de verdade

Trezentas visitas parece bastante até você olhar de onde elas vieram. Boa parte do que o analytics conta como gente não é gente comprando.

  • Robô de busca, monitor de uptime e raspador de conteúdo, que entram várias vezes por dia
  • Rede social, onde a pessoa clica por curiosidade, olha dois segundos e volta
  • Tráfego pago apontado para o público errado, que gera número bonito e zero intenção
  • Você, seu time e seu fornecedor conferindo o site todo dia

Como conferir: separe as visitas por origem e olhe só as que vieram de busca ou de indicação direta. Depois corte tudo que ficou menos de dez segundos na página. O número que sobrar é a sua audiência real. Costuma ser bem menor, e é com ele que a conta tem que fechar.

Se o número real for pequeno, o problema não é conversão, é volume. São dois problemas diferentes e eles pedem soluções opostas. Otimizar página com pouca gente entrando é gastar energia no lugar errado.

2. A página não responde a pergunta que a pessoa veio fazer

Quem chega no seu site veio com uma dúvida na cabeça. Quanto custa, se atende a minha situação, quanto tempo demora, se dá para confiar. São essas quatro, quase sempre.

E o que a maioria dos sites entrega logo de cara é outra coisa: há quinze anos no mercado, compromisso com a excelência, soluções personalizadas para o seu negócio. Nenhuma dessas frases responde nenhuma das quatro perguntas.

Não é questão de texto bonito. É questão de ordem. A pessoa decide se continua lendo nos primeiros segundos, e ela decide com base em achar ou não achar o que veio buscar.

Como conferir: abra seu site em uma aba anônima, no celular, e leia só o que aparece sem rolar. Se aquilo não responder pelo menos uma das quatro perguntas, você achou o ajuste de maior impacto do site inteiro.

3. Falta o passo curto entre querer e falar com você

Existe um momento em que a pessoa decide que quer. Esse momento dura pouco. Se entre ele e falar com você tiver atrito, o interesse esfria no meio do caminho.

Atrito é coisa pequena que ninguém percebe porque quem fez o site já sabe usar:

  • Formulário com nove campos, incluindo três que você não vai usar para nada
  • Botão que só aparece lá embaixo, depois de dois mil caracteres de texto
  • "Solicite um orçamento" que abre uma página nova, que pede login, que pede confirmação
  • Telefone que não é clicável no celular, que é onde a maioria está

Cada um desses parece inofensivo sozinho. Somados, eles são o motivo de o botão de contato ser clicado e o contato nunca chegar.

4. Você está pedindo demais cedo demais

Aqui o site funciona, a pessoa entende, quer, e mesmo assim não age. Porque o único caminho que você ofereceu é grande demais para quem acabou de chegar.

Se o seu serviço custa caro ou envolve compromisso longo, "fechar agora" é um passo que quase ninguém dá no primeiro contato. Falta o degrau do meio: uma conversa, uma avaliação, uma pergunta respondida sem compromisso.

É por isso que no meu site o botão diz para me mandar uma frase no WhatsApp. Não é modéstia, é matemática. Mandar uma frase é um passo que a pessoa consegue dar hoje.

5. O lead chega e morre no caminho

Essa é a mais dolorosa porque o site fez tudo certo e o dinheiro se perde depois.

O formulário dispara para um e-mail que ninguém abre. Cai no WhatsApp de um vendedor que não trabalha mais aí. Chega no domingo e alguém responde na quarta. Ou pior: chega, alguém responde, a pessoa não responde de volta, e ninguém insiste nunca mais.

Velocidade de resposta é o fator isolado que mais muda resultado de site pequeno. Não é o design, não é o texto, não é a foto. É quanto tempo passa entre a pessoa mandar mensagem e alguém falar com ela.

Teste que ninguém faz

Preencha o formulário do seu próprio site agora, com um e-mail e um telefone que você controle. Depois espere. Cronometre quanto tempo leva até alguém te procurar. Já vi esse teste terminar em silêncio, com o formulário quebrado havia meses e ninguém sabendo.

Como olhar sozinho

Três coisas, nessa ordem. Nenhuma delas precisa de ferramenta paga.

Descubra sua audiência real

Filtre as visitas por origem, remova as que duraram menos de dez segundos e tire o seu próprio acesso. Guarde esse número. É a base de qualquer conta daqui para frente.

Leia a primeira tela como estranho

No celular, sem rolar. Se em cinco segundos não der para saber o que você faz, para quem, e como falar contigo, o problema começa aí e nada abaixo disso importa.

Cronometre a sua resposta

Faça o teste do formulário. Depois olhe os últimos dez contatos que chegaram e meça quanto tempo cada um esperou. Se a média passar de algumas horas, você achou onde o dinheiro está indo embora.

Onde a inteligência artificial entra nisso

Em dois lugares, e nenhum deles é escrever texto de site.

O primeiro é leitura. Cruzar o que a pessoa buscou, por onde ela entrou, até onde ela leu e onde parou é um trabalho chato que quase ninguém faz porque leva dias. A IA faz isso em horas, inclusive com material bagunçado: print do analytics, planilha exportada, histórico de conversa do WhatsApp.

O segundo é o seguimento, e esse é o que costuma pagar mais rápido. Um motor conectado por API responde na hora que a mensagem chega, faz as perguntas que você faria, separa quem tem perfil de quem não tem, e chama gente quando vale a pena chamar. Não é robô de atendimento genérico. É um processo seu, escrito por você, rodando sozinho.

A IA aponta onde parece estar vazando. Quem confirma se aquilo faz sentido no seu negócio é gente. IA erra, e quem assina sou eu.

Quer que eu olhe o seu caso?

Me chama no WhatsApp e me conta em uma frase o que está acontecendo. Eu respondo se consigo ajudar, e falo na hora se não for o meu tipo de problema.

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